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domingo, 2 de agosto de 2009

Como funcionam lâmpadas e reatores



Especialistas afirmam que a tendência do mercado de lâmpadas aponta para os produtos de alta eficiência luminosa, baixo consumo, grande durabilidade, de eletrônica integrada, automação do sistema de iluminação e, especialmente, para as lâmpadas de pequenas dimensões.

Existem três tipos de lâmpadas e o funcionamento de todas é inspirado na natureza, afirma o gerente comercial da Osram Mauri Luís da Silva. As lâmpadas da família das incandescentes imitam a luz solar, e as de descarga - como as fluorescentes, as de mercúrio, as de sódio e as de multivapores metálicos - imitam a descarga elétrica produzida por um relâmpago. O terceiro tipo abrange os leds, diodos emissores de luz que funcionam por luminescência, imitando os vagalumes.

Incandescente - Primeira lâmpada comercialmente viável, ela funciona quando a corrente elétrica passa pelo filamento de tungstênio e o aquece, deixando-o em brasa. Emite mais calor do que luz - na prática, apenas 6% do que consome de energia é transformado em luz visível, e o restante é transformado em calor. Sua durabilidade é de, no máximo, mil horas pelo fato de o filamento ir se tornando mais fino devido ao aquecimento, causando a depreciação do fluxo luminoso até o momento em que o filamento se rompe e a lâmpada queima.

Fibra óptica - Não é uma fonte luminosa, mas sim um condutor de luz que pode ser comparado a uma mangueira de água. Depende de uma fonte de luz num dos extremos.

Endura - Fluorescente diferenciada que tem uma bobina eletromagnética no lugar do filamento para fazer a indução do mercúrio. A ausência do filamento assegura vida útil de aproximadamente 60 mil horas. É indicada para locais de difícil manutenção, como espaços de pé-direito muito alto.

Vapor de mercúrio de alta pressão - Já foi muito usada na iluminação pública e vem sendo substituída pelas lâmpadas de sódio. Seu princípio de funcionamento é exatamente igual ao das fluorescentes.

Sódio - Atualmente usada na iluminação pública, a lâmpada de sódio oferece luz amarela e monocromática que distorce as cores - seu IRC é de no máximo 30, afirma Silva. Em contrapartida, oferece grande fluxo luminoso com baixo consumo. Seu funcionamento é parecido com o das fluorescentes, exceto pela presença do sódio no lugar do mercúrio. A partida requer reator específico e ignitor (espécie de starter que eleva a tensão na hora da partida para 4 500l volts).

Reatores - Os antigos reatores eletromagnéticos grandes e pesados, que funcionam em 60 hertz, vêm sendo substituídos pelos modelos eletrônicos, que economizam energia e têm menor carga térmica. Os reatores eletrônicos trabalham em 35 kilohertz, o que evita a intermitência conhecida como cintilação e o efeito estroboscópico, ambos responsáveis pelo cansaço visual. Os reatores de baixa performance são os chamados “acendedores” e servem apenas para acender lâmpadas em ambientes residenciais. Os de alta performance são equipados com filtros que evitam interferências no sistema elétrico e são indicados para instalações comerciais, hospitais, bancos, escolas etc. Há ainda os reatores eletrônicos dimerizáveis, que permitem a dimerização de fluorescentes - possibilidade inimaginável há apenas dez anos. Seu uso permite a integração da luz natural com a artificial - quando combinado a sensores, ele vai aumentando ou diminuindo a intensidade luminosa das lâmpadas conforme a necessidade, de modo que a luz artificial seja usada apenas como complemento à luz natural. Também possibilita a criação de diferentes cenários de luz.

Multivapores metálicos - Tipo de lâmpada também conhecida como metálica, contém iodetos metálicos. Seu funcionamento é similar ao da lâmpada de sódio - requer reator e ignitor para elevar a tensão de partida. Tem grande iluminância, IRC de 90 e é indicada para locais onde é necessário haver iluminação profissional, como quadras de tênis, grandes eventos, jogos de futebol etc. Na hora de substituir uma lâmpada metálica por uma de outra marca, deve-se trocar também o reator e o ignitor, pois eles são incompatíveis.

Halógena - Seu funcionamento segue o mesmo princípio da lâmpada incandescente, da qual é considerada uma versão evoluída. A diferença está no fato de que o gás halogênio no interior do bulbo devolve ao filamento as partículas de tungstênio que se despreendem com o calor. Com isso, ela ganha estabilidade de fluxo luminoso e um aumento de durabilidade que pode chegar a 5 mil horas. Seu IRC é 100.

Fluorescentes - A corrente elétrica atravessa o reator, que dá a partida da lâmpada e estabiliza essa corrente, enviando-a para o interior da lâmpada, onde há um filamento recoberto por uma pasta emissiva. Quando aquecido, esse filamento provoca a movimentação dos elétrons no interior da lâmpada que, por sua vez, provoca a vaporização do mercúrio, produzindo a emissão de raio ultravioleta. A parede interna da lâmpada é pintada com pó de fósforo, e, quando os raios UV atravessam essa pintura, eles são transformados em luz visível. Com a evolução das lâmpadas, a pintura é feita hoje com o trifósforo nas três cores básicas (vermelho, verde e azul), o que resulta em maior fidelidade de reprodução de cores. As fluorescentes de 26 milímetros têm vida útil de cerca de 16 mil horas.

Led - Há menos de cinco anos, o led só era usado como indicador luminoso de aparelhos como rádio, TV ou computador ligados. Com a evolução, ele deixou de ser um marcador para se transformar em emissor de luz visível, e a cada ano os módulos de led estão dobrando seu fluxo luminoso. Led é a sigla de Light Emissor Diod (diodo emissor de luz). Não possui filamentos nem descarga elétrica, trabalha em baixa tensão, normalmente 10 ou 24 volts, e consome em média 1 watt, o que proporciona extrema economia de energia. Sua vida útil é de cerca de 100 mil horas, o que dispensa manutenção, e ainda tem a vantagem de praticamente não emitir radiações infravermelha e ultravioleta. Oferece a possibilidade de criar cenas no modo RGB (sigla em inglês para as três cores básicas: vermelho, verde e azul), comandadas por controle remoto ou computador. É usado em marcação de cinemas, teatros e substitui as fluorescentes em back-lights e fachadas.
Monitor de Carga Controlada por Sensor de Luz

A finalidade deste circuito é monitorar, por meio de lâmpadas néon, indicadores de funcionamento de uma carga


A finalidade deste circuito é monitorar, por meio de lâmpadas néon, indicadores de funcionamento de uma carga, ou seja, uma ou um grupo de lâmpadas ou motor, localizados à distância do ponto de acionamento do comando. A potência (W) e a tensão do sensor de luz (LDR) precisam ser observadas. Este monitoramento é operado na chave CH-1.

Como o circuito é projetado para funcionar na ausência de luz (noite), quando o sensor arma, um relé interno fecha o seu contato, dando condições para o funcionamento do circuito. O interruptor S1 deverá estar na posição ON, se a chave CH-1 se encontrar na posição 1. Com isso, a lâmpada néon NE-1 acenderá indicando sensor ativado e NE-2 permanece apagada. Quando CH-1 estiver na posição 2, NE-2 acenderá, mas se S1 for des- ligada, a lâmpada L1 apagará ou motor desligará e NE-2 piscará, alertando para o desativamento da carga. Para o funcionamento em rede de 110 Vac, os resistores R1/R2 são reduzidos para 150 ohms.






Sensor de Temperatura com Link Infravermelho

Descrevemos o projeto de um sensor de temperatura que envia os seus sinais a um receptor remoto através de um link por infravermelho (IR). O projeto descrito consta de um transmissor com um sensor e um receptor que fornece uma saída analógica e digital



O projeto se baseia no sensor MAX6576 da Maxim (www.maxim-ic.com) e consiste em um circuito integrado que contém um sensor de temperatura e um conversor temperatura-período, exigindo uma corrente de 140 mA para operação. Este componente é fornecido em invólucro SOT de 6 pinos e pode ler temperaturas na faixa de -40° C a +125° C. Sua faixa de tensões de operação vai de 2,7 V a 5,5 V. A saída consiste num sinal quadrado cujo período é proporcional à temperatura absoluta (oK). A partir deste fato, temos o diagrama completo do transmissor na figura 1.


O circuito integrado 74HC132 opera como um monoestável de modo a estreitar os pulsos produzidos obtendo pulsos de alta intensidade e curta duração para o LED infravermelho. No caso, os pulsos são de 10 us de modo que se obtém um consumo de apenas 140 uA para a unidade quando medido temperaturas ambientes. Isso significa a possibilidade de se alimentar o circuito com uma bateria de lítio que durará até seis meses nesta aplicação, segundo a Maxim.

O receptor consiste em um sistema que processa o sinal formado por pulsos de infravermelho convertendo a informação de temperatura para duas formas de saída: analógica e digital. A saída digital nada mais é do que o pulso produzido no sensor do transmissor, o qual pode ser processado por um DAC ou outro circuito que depende da aplicação.

A saída analógica consiste em uma tensão proporcional ao período dos pulsos, o que possibilita a utilização de um multímetro ou outro indicador de tensão na leitura remota da temperatura. Evidentemente, num aperfeiçoamento deste projeto pode-se agregar um circuito de voltímetro digital à placa obtendo-se, assim a leitura direta da temperatura remota.




Sensor de Pressão Bargraph Compensado

Neste artigo reumimos o desenvolvimento de um sensor bargraph compensado de pressão baseado em documentação da Freescale . O circuito bastante simples, se baseia no conhecido circuito bargraph LM3914 da National Semiconductor com uma escala de 10 LEDs abrangendo a faixa de 0 a 100 kPas



A Freescale dispõe de uma placa de avaliação que pode ser obtida com o código MPX2100DP.
O circuito possui duas portas de entrada. P1 é a porta de pressão e está na parte superior do sensor. P2 é uma porta de vácuo e está do lado de baixo. Estas portas podem ser alimentadas com até 100 kPa de pressão em P1 ou até 100 kPa de vácuo em P2 ou ainda uma pressão diferencial até 100 kPa entre P1 e P2.

Todas estas fontes de pressão fornecem a mesma saída. A escala consiste em 10 LEDs, cada qual com um incremento de 10% na pressão o que, para a placa indicada, corresponde a 10 kPa. O sensor utilizado para esta aplicação é o MPX2100.

Esta escala de tensão corresponde a aplicações de tensões na faixa de 0,5 V para indicação zero até 4,5 V e para indicação de plena escala.

Na figura 1 temos o diagrama do setor de excitação do circuito para o LM3914.



Uma outra configuração compensada possível é mostrada na figura 2, esta somente para a interface.





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