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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Circuitos RLC - Introdução



Circuitos formados pela combinação, em série ou em paralelo, de resistor, indutor e capacitor apresentam a peculiaridade da ressonância e, por isso, têm importantes aplicações práticas. Na sua análise, pode-se resumir as impedâncias de cada componente conforme conceitos e deduções vistas em páginas anteriores:

• A impedância do resistor é dada por R, isto é, a sua resistência. Um número real, portanto.

• A impedância do indutor é dada por j ω L, onde j é a unidade imaginária (√ −1), ω é a velocidade angular e L a sua indutância. É, portanto, um número imaginário puro. A expressão ω L é denominada reatância indutiva (XL).

• A impedância do capacitor é dada por − j / (ω C), onde j e ω são conforme item anterior e C é a sua capacitância. É também um número imaginário puro. A expressão 1 / ω C é denominada reatância capacitiva (XC).

Com a associação desses componentes em série ou em paralelo, pode-se calcular a impedância equivalente, que deve ser um número complexo, isto é, formado por uma parte real e outra imaginária.

O parâmetro ω (velocidade angular) é empregado por razões de simplicidade. Nas especificações práticas de correntes alternadas, é usada quase sempre a freqüência f, que pode ser convertida pela simples relação ω = 2 π f.


Circuito RLC série



Este circuito pode ser analisado pela aplicação da segunda lei de Kirchhoff:

v = Ri + L di/dt + q/C.

Deve-se, portanto, procurar uma solução para a equação acima.

Circuito RLC série
Fig 01
Mas a equação diferencial demanda sempre algum trabalho para resolver.

Com o conceito de impedância complexa, somam-se simplesmente as impedâncias de cada componente, como se fosse uma associação em série de resistores.

Z = R + j ω L − j / ω C = R + j (ω L − 1 / ω C) #A.1#.

Pode-se também escrever

Z = R + j (XL − XC) #A.2#, considerando as identidades já vistas nesta página e em páginas anteriores:

XL = ωL.
XC = 1/ωC.

Graficamente, a impedância é representada conforme Figura 02.

Impedâncias no circuito RLC série
Fig 02
O módulo de Z é dado por:

Z = √ (R2 + X2) = √ [ R2 + (ωL − 1/ωC)2 ] #B.1#.

E o ângulo de defasagem é

φ = tan−1 X/R = tan−1 (ωL − 1/ωC) / R #B.2#.

Na forma exponencial, valem as igualdades já vistas em páginas anteriores:

Corrente I = Ip ejωt.
Tensão V = Vp ej(ωt + φ).
Impedância Z = Z e.

Isso está perfeitamente de acordo com a igualdade básica da impedância, V = Z I, porque

Z I = Z Ip ejωt e = Z Ip ej(ωt + φ) = Vp ej(ωt + φ) = V.

Portanto, Ip = Vp / Z = Vp / √ [ R2 + (ωL − 1/ωC)2 ] #C.1#.

Fórmula idêntica seria obtida pela resolução da equação diferencial do início deste tópico.

Volta-se agora à fórmula anterior (#B.1#) do módulo (ou valor absoluto) da impedância:

Ressonância do circuito RLC série
Fig 03
Z = √ [ R2 + (ωL − 1/ωC)2 ]. É suposto que os valores de R, L e C são constantes.

Se a freqüência (e, portanto, ω) é muito baixa, a impedância deve ser alta porque 1/ωC é alto. Se ela é muito alta, a impedância deve ser também alta, porque ωL é alto. E, naturalmente, deve haver um valor de ω para o qual a impedância é mínima, o que ocorre quando

ωL − 1/ωC = 0.

Nessa condição, a impedância é igual a R, ou seja, o circuito opera como se fosse apenas o resistor. É a denominada ressonância do circuito. A freqüência correspondente, isto é, a freqüência de ressonância, pode ser facilmente determinada pela igualdade anterior:

ωL − 1/ωC = 0 ou

ω0 = 1 / √ (LC) #D.1#. Desde que ω = 2 π f,

f0 = 1 / [ 2 π √ (LC) ] #D.2#.

Da relação entre tensão de pico e corrente de pico (#C.1#) conclui-se que, mantida a primeira constante, a variação da corrente ocorre de forma contrária à variação da impedância, ou seja, a corrente é máxima na ressonância. O gráfico da Figura 03 dá uma curva típica para o circuito.

Exemplo de cálculo: sejam os seguintes valores para o circuito:

v = 12 V.
R = 1,2 102 Ω.
C = 1,0 10−7 F.
L = 4,0 10−1 H

De acordo com a fórmula anterior, a freqüência de ressonância é

f ≈ 796 Hz e a correspondente freqüência angular,

ω = 5000 rad/s.

E a corrente do circuito na ressonância é

I = V/R = 12 / 1,2 102 = 0,1 A.

A tensão no capacitor é o produto corrente x impedância:

VC = I Z = I XC = I (1/ωC) = 10−1 / (5,0 103 1,0 10−7) = 200 V.

Analogamente no indutor:

VL = I Z = I XL = I ωL = 10−1 5,0 103 4,0 10−1 = 200 V.

As duas tensões são idênticas e, como estão defasadas entre si de 90 − (−90) = 180º, anulam-se mutuamente.

Notar entretanto que, individualmente, a tensão no indutor e no capacitor é muitas vezes superior à tensão aplicada no circuito. Assim, esses componentes devem ser especificados para suportar essa tensão e as pessoas devem ter cuidado (e conhecimento) ao trabalhar com circuitos elétricos.

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